Como olhar de fora a nossa própria alma por dentro?
No reflexo de outros olhos me vejo tão imperfeita e falha,
Um acumulado de coisas inúteis, um quase sótão de lembranças abandonadas.
Navalha na carne, teto de vidro....
Desfaço-me em cacos e cortes, integrando-me à esta ou àquela poesia.
O mundo sempre foi das pessoas óbvias,
A compreensão é dada apenas àqueles que são compreensíveis.
Inteiros.
E eu, tão perdida entre o que não há e a obviedade ...
Se me faço uma, assassino outra.
Desfaço as malas, as gavetas , os pensamentos e me pego imóvel, ainda sentada na mesma cadeira.
O café frio.
O cigarro apagado.
As flores murchas.
Os bilhetes em branco com o endereço de como voltar...
Percebo, que todas as placas estavam erradas e havia uma leve cortina sob teu olhar.
essa ideia de cortina a ser revelada é muito intensa.
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